
Em um tempo em o homem valoriza mais a irrealidade do que a realidade, temos a proliferação da exaltação do simulacro, pois o simulacro é o real intensificado na cor, na forma, no tamanho e nas suas propriedades. As imagens dominam os conceitos e a comunicação. Hoje não conseguimos mais viver sem imagens e quando as citamos, já logo é imaginado um sentido, descrição para alguma coisa. A imagem sempre vem para dizer algo, descrever, contar, não mais para ilustar e complementar, como seria o seu real objetivo, ela virou a encarnação da realidade, materializou. Na comunicação mesmo temos exemplos de massificação de imagem em todos es veículos, sem excessão. Jornais vêm recheados de fotos, muitas vezes, em alguns jornais populares, mais imagens que textos, nada melhor do que uma foto sangrenta para descrever o horror de um crime. Como o famoso jargão diz" uma imagem vale mais do que mil palavras". Há uma aclamação pelo visível, pelo visto, uma energia impaciente habitando o olhar.
Em contrapartida, temos autores, como o citado no último post, Bavcár que faz o paradoxo dessa visão impaciente, bem como Merleau-Ponty que faz uma analogia com a percepção de imagens, o que vemos com o que é visto, essa interpretação inconsciente e automáticas das imagens. Merleau-Ponty defende o resultado da interpretação sendo subjetiva, uma ligação entre quem vê e o que é visto. Confirmando essa subjetividade do olhar, Giordano Bruno fala da imaginação, o inconsciente que e a define como "a vestimenta da alma e primeiro corpo do pensamento". "Só vejo o que sei".
Estes três autores fazem justamente um paradoxo entre o simulacro da realidade representado nas imagens e seus pensamentos e teses. São críticas válidas em um momento em que a cultuação deste simulacro cresce desacerbadamente.
Um comentário:
Camila, seus textos fazem a gente pensar, refletir, ponderar,.... Por favor, não pare de escrever! Beijos da Cris.
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